terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Debate político entre Sócrates e Jerónimo de Sousa

José Sócrates e Jerónimo de Sousa

Debate político entre:

Neste debate de Sábado dia 5 de Setembro, o Mosteiro dos Jerónimos limitou-se a imitar um disco riscado, que de tanto usado, está todo estragado. Dali não saem ideias novas, pois que, continua com a mesma lenga-lenga de sempre. Limita-se a criticar as políticas de direita praticadas pelo PS, sem propor nada de alternativo.

Anda sempre à volta das medidas sociais, sem se dar ao trabalho de saber com que dinheiro irá aplicá-las. Sim, porque são necessários muitos meios financeiros para que possamos aplicar, essas mesmas medidas. Ao ouvi-los falar (a ele, mas também, ao Chico Parte Loiça), fica-se com a impressão de que eles pensam ter, a exclusividade do pensamento, sobre as necessidades sociais e de que ninguém mais pensa nisso.

Só a utopia, pode provocar tal cegueira.

Hoje em dia, qualquer partido da direita, do centro ou da esquerda, se vê na obrigação de pensar e muito, nessas medidas, mas também na maneira de encontrar meios suficientes para uma eventual aplicação no terreno, dessas ideias.

De resto, o 1º Ministro Sócrates, aproveitou a escassez de ideias da parte do outro protagonista, para expor as medidas já tomadas nesse domínio, dando a impressão de estar a fazer um monólogo, tão evidente era a falta de argumentos da parte do adversário político. Houve mesmo momentos em que (talvez contra vontade), concordou e desse razão ao seu interlocutor.

Na verdade, o 1º Ministro não teve nenhuma dificuldade, com um adversário de tão baixo nível. Sem argumentos, sem ideias nem alternativas, o secretário do PC metia dó. Até eu me senti mal e desiludido com tanta falta de reacção, da parte de um líder político. Com adversários desta envergadura, até eu me sentiria à vontade.

Fora dos debates é tão mordaz, mas na altura da verdade, não só lhe faltam as palavras, como se comporta como um pequeno cachorrinho em peluche. Fica calado ou então o que diz provoca enfado.

Na minha modesta opinião, este personagem não tem a estirpe necessária para ser um bom líder político.

Neste momento, só penso em ver ou antes, escutar, o próximo debate político à esquerda que como se sabe, será entre o 1º Ministro Sócrates e o Chico Parte Loiça para me fazer uma ideia da nossa classe política esquerdista e quem sabe, dar a minha opinião sempre imparcial pois que sou apolítico, sobre a qualidade desses debates. Não é que eu seja um especialista em política mas, como estamos em democracia, tenho o direito de me exprimir e não abdico desse direito.

Para voltar e para acabar com o debate, valeu Judite de Sousa para realçar o mesmo, com a “inocente” pergunta, feita ao líder do PC e a alusão sobre os eventuais papistas em demasia, da parte dos espanhóis. Ele ficou embasbacado, sem atar nem desatar. Não conseguia talvez por precaução, dar a sua opinião. Já Sócrates, sentiu-se de tal maneira picado pela impertinência dessa inocente pergunta, que reagiu quase violentamente e em jeito de intimidação para com a mediadora.

Essa súbita e inesperada reacção da parte de Sócrates, é a prova se necessário fosse, do incómodo que esse assunto com contornos obscuros, causa no nosso 1º Ministro. Não me admiraria que houvesse nesse caso, algum pecado inconfessável. Não quero fazer juízos de valores, mas a verdade é que, quem não deve, também não deve temer e este Sr. dá-me a impressão, de realmente temer qualquer coisa. Infelizmente, eu já me habituei a que os eventuais “pecados” da nossa classe política, fiquem impunes.

Como se está a tornar um hábito em Portugal, cada vez que um político é suspeito, o partido da mesma cor, consegue infiltrar um ou dois dos seus esbirros no processo judicial, com o intuito de arquivar esse mesmo processo.

Não seria a primeira vez, que isso é feito no nosso País. Temos como prova, o processo de pedofilia na Casa Pia, que levou a nossa Justiça a prender os presumíveis pedófilos. Todos sabem como foi que essa novela acabou.

Enviaram para lá dois Juízes desembargadores, que por acaso eram socialistas e que arquivaram esse processo, libertando Paulo Pedroso esse que até então, era irrefutavelmente suspeito.

A sua saída da prisão, foi mediatizada e ovacionada pelos colegas de partido que, respiraram de alívio e assim se sentiram “limpos” de toda a suspeita, parecendo esquecer que os libertadores desse suposto pedófilo, eram socialistas.

Não satisfeitos com isso, invadiram ilicitamente (penso eu) a AR e muitos deles fizeram com os dedos, o sinal da vitória sobre (adivinhem quem?) A Justiça.

Se bem se recordam, esses mesmos desembargadores que libertaram o colega de partido, depois de soltarem o preso, montaram uma comédia. Soltaram todos os arguidos nesse processo para com isso, calarem as más-línguas. Atiraram-nos simplesmente, com poeira para os olhos. Quanto às vítimas, que se lixem!

Com uma Justiça assim, nunca os poderosos serão condenados.

E com isto, cala-te boca!

Quanto ao debate e a continuar assim, não se aprende nada.

Sócrates repete-se e continua a fazer promessas, como o fez durante as anteriores eleições. Veremos se as cumpre, ou se as vai enviar para o contentor do ecoponto mais próximo, como o fez neste último mandato.

Desejo-nos, boa sorte

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ferreira Leite e Francisco Louçâ

Ferreira Leite e Francisco Louçã

Debate político entre

Neste Domingo 6 de Setembro de 2009, assisti a mais um debate (sem garra), entre os dois protagonistas, acima citados. Às vezes, até chego a pensar que fazem de propósito, ou então que sou eu, que não sei o que é importante ou o que quero. Talvez sejam as duas coisas.

O fanatismo e a cegueira voluntária, que representam a utopia de alguns protagonistas, que ainda não se deram conta que, o regime soviético do qual são nostálgicos e no qual fizeram escola (que destruiu e desmoronou o grande potencial económico desse império totalitário, pois que era e é, produtor de energia); já era. Eles ainda não compreenderam que essa forma de fazer política destrói mais, do que constrói. Corta a natural ambição ao ser humano, que não se contenta de viver, vegetando.

Assim como age em público, enviando farpas ou insinuações veladas, o Sr. Chico, continua a ser o mesmo em confronto directo. Parece não se dar conta, de que ao contrário daquilo que pensa, não é o dono da verdade. Ninguém o consegue demolir, das suas ideias utópicas. Ainda não se deu conta das consequências dessas ideias, na antiga União Soviética. Como se costuma dizer; o pior cego, é aquele que não quer ver. E ele, com as suas utopias, é um autêntico cegueta. No meu humilde entender, necessita de óculos especiais, que lhe mostrem que o caminho que tem seguido, é o caminho errado.

Notei entretanto, que o Francisco Louçã não agiu da mesma maneira que agiu com o seu camarada, Jerónimo de Sousa. Já é muito mais agressivo, arrogante e frontal com esta protagonista, do que o foi com o seu camarada de aulas. Até se compreende. Esta protagonista, já apresenta um pouco mais de conteúdo e não se limita como o seu amigo, a deixar passar o tempo e a evitar conflitos com um indivíduo, que tem praticamente as mesmas ideias. Algumas a serem aceites, provocariam sem a mínima dúvida, o suicídio económico do nosso país.

Tudo isto seria bom, se o que ele diz fosse importante em tempos de crise, mas abordar o problema da sexualidade ou antes da homossexualidade e do casamento entre esses mesmos, não vejo em que isso possa ajudar a resolver, os problemas mais prementes do nosso País.

No que diz respeito a este problema, tenho ainda a nítida impressão de que as pessoas (donde o Chico faz parte), que defendem essas ideias, não devem conhecer a definição da palavra, casamento. Esta palavra vem de; casal. Um casal, não é ao contrário do que ele pensa, duas pessoas, mas, um homem, mais uma mulher. Portanto, não existe casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

Procurem outra palavra mais adequada a essas situações. Proponho-vos duas palavras que no meu entender, mais se adequam a essas situações.

Contra-nature! ----- Ou então, Parelha!

Não lamento ser frontal neste assunto, nem aceito que me cataloguem no logótipo de antiquado. Não me sinto obrigado a seguir modas ou manias, que me desagradem.

Agora, voltemos a coisas mais importantes.

O desemprego e a fome, adveniente da situação precária, a saúde, a segurança ou antes, a falta dela, a educação, a poluição do ar, das águas e o aquecimento global provocado pelo efeito de estufa e as suas consequências no degelo dos pólos e por conseguinte, no nível do mar, esses sim, são temas muito mais importantes e dramáticos na nossa realidade.

É verdade que o Chico falou do desemprego do tempo do PSD e de mais de uma centena e meia de milhares de desempregos, que o PSD criou. Fez bem em mostrar à candidata que o PSD, também não foi nenhum santo nesta matéria e que não fez milagres. Mas também não apresenta medidas, que sejam credíveis para a resolução desse problema.

Seria bom que depois de criticar, também se empenhasse em encontrar e propor medidas (não utópicas) que pudessem parar ou pelo menos reduzir substancialmente essa calamidade do desemprego, que provoca muita miséria e desespero no país. Milhares de famílias, encontram-se em risco de perderem as suas casas, se nada for feito no intuito de salvar a economia do país.

Muito poucas proposições feitas por esse indivíduo, são aceitáveis e realizáveis no contexto actual.

Já na saúde, foi de uma teimosia obtusa quando a candidata do PSD lhe disse que, preferia pagar mais caro no privado para salvar uma vida, do que deixar morrer uma pessoa, por falta de atendimento no Serviço Nacional de Saúde. Ele com a sua intransigência, mostrou que o seu interesse pelo Serviço Nacional de Saúde, está à frente do interesse que consiste, em salvar uma vida humana. Essa sua convicção, nem em casos extremos cede. É pura e simplesmente, desumano. A cegueira das suas utopias impedem-no de ver mais longe, do que a ponta do seu nariz.

Existem casos, em que pessoas são chamadas para uma consulta marcada há anos, depois das pessoas terem falecido há meses e por vezes, há anos. É esta saúde, que o Parte Loiça defende? Ele como político, não tem razão de queixa. Se necessário, vai a uma clínica privada pois quem paga é o contribuinte. Esse mesmo, que espera durante meses ou anos e a quem chamam depois de morto e enterrado para que o Estado não tenha despesa, mas também para que tenha sempre dinheiro suficiente para salvar a vida do Chico Parte Loiça se necessário, numa dessas clínicas privadas, que o estupor condena.

Não os ouvi falar da insegurança que reina no País e portanto, urge encontrar medidas que permitam ao contribuinte, viver em paz e sem receio dos criminosos. Nas cidades e aldeias, a cada dia que passa, cresce o número de pessoas que têm medo de sair à rua. A Justiça, ao libertar os criminosos em vez de os guardar nas prisões, está a contribuir para o mal-estar. Torna-se necessário agir, antes que as pessoas se decidam a fazer justiça pelas suas próprias mãos. Se os políticos e a Justiça não encontram medidas adequadas nesse sentido, de que nos servem?

Nalgumas das suas intervenções públicas a respeito do crime, o Chico chega a dar-me a impressão, de estar do outro lado da barreira. Ataca verbalmente e com uma certa agressividade verbal, as medidas aplicadas em casos extremos pelas forças de segurança e defende os criminosos.

E a segurança nas escolas e à volta delas? Quem resolve esse problema? Andam traficantes de droga á volta das escolas e até dentro delas. É necessário observar com atenção e agir, em caso de movimentos suspeitos.

Os traficantes sabem muito bem, que o ambiente escolar é propício a essa espécie de negócios. Estes protagonistas, nem uma palavra disseram sobre esta matéria. Voltando ao debate. Como se tratava de um confronto de ideias entre duas políticas muito divergentes, antevi um debate muito mais aguerrido do que realmente foi. É o que eu espero dessas diferenças de ideias. Tornar os debates mais interessantes.

Não foi o que vi neste debate. Talvez um pouco mais animado, mas não deixou de ser morno. Tanto um como outro são conhecidos pela diferente visão nas suas políticas, mas não deixou de ser um debate morno.

De um lado, vi arrogância e mesmo tentativas de manipulação. Do outro, hesitação face aos ataques do Chico e muita moleza!

Esperava mais principalmente da parte do PSD, que me desiludiu com um programa pouco ambicioso. Pelo que disse a sua líder sobre o seu programa, não a considero uma boa alternativa a José Sócrates.

Precisamos urgentemente, de muito melhor.

PS: Sendo eu um ignorante em matéria política, talvez estivesse à espera que os debates políticos fossem mais, do que aquilo são. Quero que sejam importantes e interessantes no seu conteúdo, mas também agradáveis a presenciar e a ouvir. Sentir pelo tom da voz do falante, que é sincero e que se consegue aperceber a emoção e a sinceridade, nas palavras proferidas. Sentir, que ele não está ali para preencher o espaço-tempo que lhe é permitido, mas também para com a assertividade das suas proposições, deixar o outro interlocutor embasbacado e mesmo admirado com a garra e a sinceridade do adversário expressas no seu rosto, enquanto expõe as suas ideias.

É isso, o que eu chamo de debate. Sentir que se acredita realmente naquilo que se diz e expõe, ao outro protagonista. Não ser falacioso, não ser manipulador ao expor as suas ideias. Argumentá-las, justificá-las e se necessário com explicações pormenorizadas, até que o adversário fique completamente esclarecido.

Sabem de uma coisa?

Sinto uma grande tristeza e desilusão por não ver nos nossos actuais líderes políticos, uma única pessoa que possua a estirpe necessária para ser um bom político.

Comparo-os, a jóias de fantasia. Bonitos e com boa aparência exterior, mas sem grande valor interior. De uma ponta à outra da nossa AR, estão todos completamente vazios. Ocos!

Tratai dos neurónios!

Ai que saudades!

Ai que saudades!!!

Quando vejo hoje em dia pela altura do Natal, as pessoas adultas e vacinadas fazerem tão enorme quantidade de compras, pergunto-me. Onde se encontra no meio de todas essas compras, o espírito natalício?

Absolutamente, em lado nenhum. Todos estão contentes unicamente, ao pensarem nas prendas que vão dar e principalmente nas que vão receber.

Não vejo nos olhos das pessoas, o brilho das emoções que eu então sentia.

Apenas aproveitam para esbanjar, a torto e a direito o que têm e mesmo o que não têm, pois nesta época natalícia mesmo com a crise mundial, as pessoas ultrapassam muitas vezes a medida das suas possibilidades. Nem a crise consegue reduzir o consumo, nesta época natalícia. Enquanto isso, existem milhões de pessoas por esse mundo fora a passarem fome, por não terem meios de subsistência.

O dia de Natal, transformou-se num dia de enormes despesas. Talvez o dia onde as pessoas mais consomem. São brinquedos a granel, sem peso nem medida. É um dia, onde as pessoas parecem ter perdido o controlo, sobre o orçamento familiar. É principalmente, o melhor dia do ano para o comércio. Tenho mesmo a impressão de que as pessoas pensam em tudo, menos na definição da palavra Natal.

As reuniões familiares no dia de Natal, já não têm o mesmo sabor. Em tempos idos, essas reuniões eram aproveitadas para um convívio fraternal, onde todos se sentiam felizes e impregnados do espírito natalício. Muitas velhas zangas acabavam-se nesse dia, enquanto os protagonistas conversavam amigavelmente.

Nesse dia, em vez de comermos à mesa, punha-mos algumas mantas ou cobertores estendidos no chão em soalho, as panelas ou tachos cheios de bacalhau, batata cozida e alguns legumes pousados em cima das mantas no centro e nós sentávamo-nos nas beiras das mantas, à volta dos tachos com o prato à nossa frente. A nossa ceia nesse dia, era um jantar melhorado. Como doçaria tínhamos o bolo-rei e algumas doçarias caseiras. Também não faltavam as rabanadas e a aletria. Isto, em bons anos.

As pessoas no fim da ceia, iam à missa do galo e no regresso a casa, íamos ver os nossos socos ou tamancos na chaminé para desembrulharmos o papel jornal, onde encontrávamos algumas; castanhas, nozes ou figos secos. Nas casas de famílias humildes, eram essas as nossas prendas. E só com isso, já nos dávamos por felizes pois sabíamos que em muitos lares, nem isso tinham. Depois, enquanto comíamos algumas castanhas ou nozes, os adultos contavam lindas histórias que eu adorava ouvir, enquanto o tempo passava. Quando acabavam as histórias, começávamos a jogar a feijões pela noite dentro, ao quino (loto) ou à rapa. Nos tempos do arroz de quinze, esse dia tinha muito mais valor e encanto. Por vezes, acabávamos o serão indo cantar cânticos de Natal a casa de familiares, ou então eram eles que vinham à nossa.

O progresso é muito importante, mas neste dia, eu preferia não ter televisor em casa. Hoje, as novas gerações preferem ver filmes. Ficam a ver filmes, uns atrás dos outros, até lhes dar o sono. O dito convívio, é praticamente inexistente.

Em vez de ser um serão reservado ao convívio familiar, passou a ser um serão entregue à televisão. Pelo que vejo nos dias de hoje, esse dia, perdeu todo o seu significado. As pessoas de hoje, não se interessam pelo nascimento de Jesus Cristo. Só pensam no pai Natal e nos presentes que “ele” possa trazer!

Só os inúmeros presentes têm valor. O resto, é conversa fiada. Enfeitamos o pinheiro, fazemos o presépio, mas depois é como se nem o tivéssemos feito. Pura e simplesmente, esquecemo-lo no canto onde o fizemos.

Da forma como hoje as pessoas reagem ao Natal, praticamente não existe cristianismo.

Portanto o Natal é uma festa cristã, mas os cristãos hoje em dia o que querem é rambóia


Ó tempo, volta para trás

Traz-me os Natais que eu vivi

Tem pena e dá-me a paz

Que nesses Natais senti

Traz de volta a dignidade

Desses Natais de outrora

Faz-me matar a saudade

Não esperes, fá-lo agora


Para todos,

um

Santo

e

Feliz Natal,

e

um próspero Ano Novo,

repleto de Saúde,

Paz, Amor e Alegria!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Que Justiça?

Que Justiça?

Hoje Sábado, dia 26 de Dezembro 2009, fui tomar o meu cafezinho à habitual pastelaria que fica a uns 300 metros de minha casa. Entrei como de costume e deparei-me com o jornal de notícias da casa, pousado na mesa onde me fui sentar, o que não é habitual pois costuma estar junto às revistas, num armário com uma vitrina para esse efeito.

Olhei para o dito jornal e foi então que reparei num título que atraiu a minha curiosidade.

Acusado de homicídio, por matar assaltante. Procurei o artigo nas páginas respectivas e comecei a ler os comentários. Como sou apologista de uma Justiça digna mas firme para com os criminosos, fiquei revoltado com a inversão que a Justiça? (fez), no que diz respeito aos presumíveis culpados. Então não é, que a nossa justiça com um j dos mais minúsculos que existem, acaba de acusar de homicídio, a vítima do assalto à sua ourivesaria?

O criminoso bandalho que veio a falecer, só teve o fim que merecia, pois que além de ter sido impedido pelos capangas de disparar a matar (ainda dentro do estabelecimento) sobre aquele a quem estava a roubar, uma vez lá fora ao fugir, continuou com os disparos deixando rastos dessa violência, nos muros do prédio. Que Justiça digna desse nome, acusa as vítimas que ousam responder em legítima defesa, aos ataques cada vez mais violentos e mesmo fatais, dessa escumalha?

Esses energúmenos fugiram, com mais de 200 mil euros em mercadoria (tendo-a vendido a um desonesto funcionário de outra ourivesaria), pela módica quantia de 7 mil euros) deixaram o amigo morrer por falta de assistência, pois continuaram os assaltos com o capanga a agonizar dentro do carro, mas no fim, passados 5 meses a nossa Justiça indigna desse nome, em vez de condenar o resto da quadrilha (por essa falta de assistência) acusa a vítima, de homicídio.

Pelos vistos, o assaltado só seria considerado vítima, se tivesse ficado impassível e morresse atingido pelas balas dos seus assaltantes. É no mínimo, revoltante.

Além disso, esses amigos do alheio já tinham (na sua maioria) cadastro judicial suficiente para se encontrarem “hospedados” num dos hotéis do Estado português, por uns largos anos. Só não se encontram na prisão, por termos a justiça que temos e que facilita a vida dos criminosos.

Assaltos a outras ourivesarias, a bancos, a residências, postos de combustíveis, carjackings em abundância, em várias cidades do grande Porto e mesmo na capital do móvel etc. Enfim! Um currículo invejável nos meios criminais e tendo em conta a idade dos protagonistas. Eram indivíduos para quem a violência fazia parte do seu quotidiano. Como neste último caso, não hesitavam a disparar mesmo desnecessariamente, contra as próprias vítimas.

Sinto-me revoltado e mesmo insultado como cidadão, por vermos nas nossas instituições judiciais, tamanhas injustiças!

Como poderemos nós confiar numa justiça que, em vez de acusar e condenar os criminosos, acusa e muitas vezes condena as vítimas? É mesmo, o paradoxo dos paradoxos!

Com tudo isto, também culpo esses deputados que votam ou votaram leis, que dificultam a vida de quem produz, facilitando a vida da escória. Exercerão alguns desses deputados, o mesmo ofício? Ou então, terão uma cota parte dos lucros? Por vezes, é essa a impressão que tenho quando vejo nos canais de televisão, um deputado a justificar essa extrema violência com argumentos, que só nos induzem a acreditar que se encontram, do outro lado da barreira.

Esses indivíduos, facilitam o trabalho dos advogados da defesa, dos criminosos!

Ao contrário dessa gentalha política, eu sou de opinião de que nada justifica o roubo e a violência, nem mesmo a pobreza. Eu sou oriundo de uma família pobre e numerosa, tendo passado por imensas dificuldades, mas nunca usei desse pretexto para enveredar por esse caminho. Trabalhar com garra, foi sempre o meu lema.

Pode cansar e fazer suar, mas dá-me mais dignidade!

Infelizmente, muita gentinha só consegue viver do crime (deve ser menos cansativo e mais produtivo) e muitas vezes a Justiça, ao contrário daquilo que apregoa, compensa o crime quando manda para casa os criminosos, apanhados em flagrante delito.

Não quero, que o crime compense!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Escândalo e vergonha judicial!

Caso Madeleine (Maddie)

Escândalo e vergonha judicial!

Escandalosa e vergonhosamente, este drama mostra-nos as facetas de uns pais desnaturados. Com o pretexto de poderem ir jantar com uns amigos íntimos”, abandonaram três filhos num quarto de hotel, com as janelas semi-abertas e a porta da entrada do quarto, apenas fechada com o trinco.

Estes pais, são da classe média alta inglesa (imaginem se não fossem), são médicos e mesmo assim, não hesitaram a abandonar essas inocentes crianças, para poderem tranquilamente jantar? Com outros casais.

Abandonar os filhos sozinhos em casa, é crime passível de pena de prisão em Portugal. Eles seriam no mínimo, acusados do abandono de três filhos menores donde a mais crescidinha, estaria prestes a fazer quatro anos. Poderiam (segundo a Lei portuguesa), ser julgados e condenados, a pena de prisão e retirarem-lhes a tutela dos gémeos.

Os testemunhos do pai, (segundo a Imprensa), não coincidiam com os da mãe. Os testemunhos dos amigos, também não coincidiam com os de nenhum dos pais, nem entre eles. Existiam muitas discrepâncias (sempre segundo a Imprensa). Os testemunhos não eram unânimes. Contornos no mínimo, obscuros.

Foi um caso badalado, em toda a imprensa escrita, nacional e internacional, da mais rasca à mais credível, mas também pelos canais de Rádio e Televisão do mundo inteiro. Todos especulavam e avançavam, com hipóteses e suposições diversas. Umas credíveis, outras completamente disparatadas.

Fez-se uma enorme publicidade à volta deste caso dramático, do nunca

antes visto em Portugal. Ainda e sempre segundo a Imprensa, houve ingerência da parte da classe política inglesa, ficando no ar, uma eventual participação da nossa classe política. A confirmar-se, seria grave e considerado tráfico de influência e por consequência deveria ser severamente punido por Lei.

Isto aconteceu no nosso país e o processo deveria ser orientado e dirigido unicamente pelos nossos investigadores.

O nosso país, perdeu credibilidade aos olhos do mundo, com a forma como foi dirigida (desde o início), esta investigação.

Não só os deixaram em liberdade, como os autorizaram a entrar no país deles. Agora, que eles se sentem seguros, aproveitam para lançarem ameaças, a este fraco Estado português.

Na minha modesta opinião, eles nunca deveriam ter sido autorizados, a abandonarem Portugal.

Neste momento, diz-se em toda a Imprensa escrita e audiovisual, que essas pessoas não afastam a possibilidade, de processar o Estado português. Dentro em breve, esses vermes estarão a pedir uma indemnização, até porque com esse arquivamento, foram praticamente inocentados do crime, que realmente cometeram. Abandono dos filhos. O resto, fica por desvendar!

Existem pistas credíveis como; rastos de sangue no apartamento, na viatura que os pais alugaram e até na roupa de um dos pais. Pelos vistos, não foram suficientes, pois que eles neste momento, estão em completa liberdade. Quem serão esses pais, que nos dão a nítida impressão de serem protegidos. Amados? Detestados mas perigosos, ao ponto de serem temidos?

Dou asas à minha imaginação e cheguei à conclusão, de que tudo é possível.

Com a decisão de arquivarem o processo, o ministério público mostrou a sua incompetência (ou retiraram-lhe o poder?) na matéria. Como ficou provado, os pais são culpados por abandono. Como tal deveriam ser julgados e não estarem, a pensar processar o Estado português.

É lamentável que se fique com a impressão, que não se quer descobrir os criminosos. Prejuízo em milhões mas principalmente, perda de uma inocente vida humana! Sim, porque eu acredito que a criança morreu e que existam pessoas que o sabem. Só que não podem dizer, porque há qualquer coisa ou alguém que os apavora. Se o mar algarvio ou do sul de Espanha pudessem falar, hummm... É possível que nos contassem alguma coisa! Se o corpo da criança aparecer, eu sou de opinião que independentemente de se descobrir o, ou os assassinos e que mesmo que não seja nenhum dos pais, que seja ou não por acidente, os pais deveriam ser condenados na condição de homicidas por negligência.

Caso: TVI?
2009


Já todos ouvimos falar da tentativa que houve para silenciar a verdade!
O Estado, com a cumplicidade mais do que evidente do Governo, tentou apoderar-se daquele único canal de televisão, que se atreveu a denunciar em Portugal, aquilo que já todos sabem na Inglaterra. Todos ouviram George Smith dizer que o nosso 1º Ministro, é um corrupto. A SIC, que como toda a gente sabe, tem um presidente assumidamente socialista, até já tomou publicamente posição pelo governo, dizendo mal do jornal da Sexta-Feira na TVI.
Com esta posição, o presidente da SIC mostrou a falta de imparcialidade que emana da sua pessoa, dizendo-nos claramente com o seu incondicional apoio a José Sócrates, que o melhor seria o português continuar na ignorância dos podres da nossa classe política e neste caso, do nosso 1º Ministro José Sócrates. O responsável da SIC, mais uma vez mostrou a sua cor política, passando o seu profissionalismo para 2º plano. É lamentável encontrarmos disto num canal privado e que por isso mesmo deveria ser imparcial.
Ele (o Governo), ao ver falhar as suas manobras para arquivar o processo da Freeport, tentou de seguida, numa derradeira e muito desesperada tentativa, apoderar-se da única voz que fala. A TVI. A única voz que nos informa. Tentou apoderar-se de um canal de televisão, na intenção de o silenciar. Constitucionalmente falando, isto é mais um caso de censura. Isto mostra-nos aquilo de que este governo é capaz. Anti-democrático mas também ditatorial, quando alguém lhe descobre os podres.
Como este caso veio a público, o governo já não avançou com esse esquema, dando-nos algumas esfarrapadas desculpas para justificar a sua desistência. O que todos já demos conta é que, a partir dessa data, a TVI deixou de fazer alarde da sua frontalidade e franqueza, no processo da Freeport. De seguida, depois do presidente da TVI ter vindo a público declarar que ninguém impediria a TVI de dizer a verdade, o facto é que neste momento, José Eduardo Moniz já não se encontra à frente desse canal. Os comentários no que diz respeito ao processo Freeport foram postos em; banho Maria.
Porque será? Será do Guaraná?
Todos conhecem alguns dos podres provados, do nosso actual 1º Ministro e também da sua família.
Vou enumerar alguns, que vieram à luz do dia e que quase toda a gente sabe. Compra de apartamento de Luxo ou em zona chique de Lisboa; 2 terços do preço praticado. A Sra. sua mãe, também obteve uma redução de 50 mil euros, na compra do seu. Os terrenos do nome Sócrates e família, também são sobrevalorizados em quase duas vezes e meia nos preços praticados, aquando de expropriações para obras de interesse Público. As indemnizações por expropriações aos outros donos de terrenos, ao lado dos de nome Sócrates ou família e com as mesmas áreas, são cerca de duas vezes e meia mais pequenas.
Não admira portanto e eu acredito, que possam existir muito mais situações de promiscuidade e ilegalidade no seu passado, como agora no seu presente.
Mais do que nunca, torna-se necessário saber a verdade. Mais do que nunca, torna-se necessário afastar investigadores ou juízes, com evidentes sinais de cor política. Mais do que nunca, torna-se imperativa a existência de uma Justiça, digna desse nome.
Os políticos não devem estar acima da lei. Os partidos não devem, quando um dos seus elementos se encontra em dificuldades com a Justiça, ter o poder de manipulá-la, com o envio de Magistrados ou Juízes conhecidos pela sua cor partidária.
Queremos que as investigações sejam dirigidas, por gente honesta e idónea.
Gente com carácter, com princípios e valores, na Justiça, assim como na política. Que parem de berrar e gesticular. Falem menos e façam mais.
Este governo, pratica muito o plagiato. Quando algumas bancadas da AR, propõem medidas no intuito de fazer com que o caranguejo (País) ande para a frente, o governo começa por ignorá-las com prepotência e até desprezo mas passado algum tempo apresenta como suas, as mesmas medidas com alguns insignificantes ajustes. Com estas acções, o governo perde credibilidade. Largas dezenas de milhares de portugueses, assistem sentados no sofá em casa, a tudo o que é dito na televisão pelos diversos intervenientes na AR. É uma vergonha, vermos certas cenas na AR.
Eles (os espectadores) não são surdos nem cegos e merecem mais respeito.
É para isso que pagamos os nossos impostos.

M. A. R. Da Silva

Poeira para os olhos!!!

O que se passa com este processo? A Justiça, mais parece um Circo! Será para rir?

A triste cena que a nossa justiça faz neste momento, é mesmo deprimente. Agora, a sentença anunciada ontem, foi um engano hoje. E amanhã, o que será?

Por favor Srs. Magistrados do Ministério Público! Vamos parar imediatamente com esta comédia, e apresentar um trabalho digno e coerente. Isto mais parece uma das novelas da TVI, onde todos se metem a querer adivinhar, quem matou o António. Vós dais-me a impressão de vos teres perdido, no dédalo das vossas complexidades. Respirai fundo e mostrai que podeis fazer melhor. Nesse andar, não ides longe.

O vosso tempo, é dinheiro tirado do bolso dos contribuintes e esses mesmos contribuintes, exigem resultados na prática. Não vos envergonha, a frase mais falada no nosso país? Que a culpa, morre quase sempre solteira? Essa frase, é desprestigiante para a nossa Justiça, mas também para o nosso país.

Já sei. Aquela sentença, não passou de uma fórmula que vós encontrastes para que o Zé-povinho desvie a atenção, sobre os constantes erros dos nossos governantes.

Perdão, era só uma piada. Eu sei que não tem graça, mas o que tem ainda menos graça, é vós não teres encontrado os verdadeiros culpados. O nosso país, não está podre de rico para se permitir esbanjar largas dezenas de milhares de euros, em investigações durante 4 ou 5 anos, e que nos digam ao fim desse tempo todo, que não há culpados. Eu não quero uma ou várias cobaias. O que eu quero, é que a vossa investigação leve o culpado ou os culpados, à barra dos tribunais.

Os avisos feitos pelos utilizadores tanto pedonais como automobilistas, deveriam servir para levar os responsáveis pela manutenção da estrutura, a tomar providências. Se o não fizeram, foi por negligência. Essa negligência, provocou a derrocada do tabuleiro e ceifou muitas vidas.

Não devemos fechar os olhos e fazer como se nada tivesse acontecido. Morreram 59 pessoas ao atravessar uma ponte, em evidente estado de degradação e não há culpados? Quem vai acreditar nisto? Eu não posso nem quero acreditar, que a negligência não tem culpa nesse drama. E essa negligência tem responsáveis. E esses responsáveis (culpados) neste momento, estão-se a rir.

Isto não é um arquivamento do processo. É pura e simplesmente a prova da indiferença que a Justiça mostra, pelos familiares das vítimas.

Um abandono total para não dizer, desprezo pelos órfãos e por todos aqueles que perderam familiares. O abandono da Justiça, pela Justiça. E o Estado torna-se cúmplice e culpado dentro do respectivo ministério, pois também ele falhou na sua super-visão.

Conclusão: A queda da ponte de Entre-os-Rios, foi um crime por negligência da parte de todos aqueles, que têm como função a manutenção dessas estruturas, Estado incluído.

Assim o Estado, faz como Pilatos. Lava-se as mãos ficando limpo (isento), de toda a responsabilidade. O nosso Estado é um génio nestas artimanhas. É perito em ludibriar os contribuintes. Não nos deixemos enganar por este Estado. Não aceitemos que não hajam culpados. O que ele não quer, é ter que pagar.

Infelizmente, há muitos funcionários e mesmo engenheiros, que entram com cunhas e tráfico de influência ao serviço do Estado, ou simplesmente pela cor política, sem terem as competências nem as qualificações adequadas ao posto necessário. Depois dá em dramas e não encontram os culpados. É um evidente sinal de desprezo pelos contribuintes.

Abaixo com esses métodos.

Balança da “Justiça” que temos!!!

Dois pesos, duas medidas!

Uma para os pobres e inocentes, outra para os ricos e poderosos.

Uns são gramas, outros são toneladas.

Uns cms, outros klms.

= Apartheid!