“Debate Político” entre os candidatos
Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa
Anteontem, dia 3 de Setembro de 2009, assisti àquilo que ousaram classificar de debate político, num dos canais da nossa televisão entre os candidatos, Chico Parte Loiça, do BE e Mosteiro dos Jerónimos, do PC. Como seria óbvio, eu esperava um verdadeiro e grande debate, onde existissem algumas convergências mas paralelamente, bastantes divergências.
Aquilo foi mais, uma constante convergência. Um dizia sim, o outro dizia, amem.
Praticamente, não houve debate de ideias e quando o tímido mediador tentava meter na mesa, acontecimentos verbais divergentes ou polémicos, proferidos anteriormente, por um ou outro dos protagonistas, não me sentia elucidado sobre essas divergências. Faziam um pouco, como José Sócrates. Mostravam um pouco de embaraço, mas não respondiam. Falavam doutras coisas, sem responderem à questão de fundo. Desvio premeditado ou camuflagem, das eventuais e salutares divergências.
É suposto que, num debate político feito por e para as eleições, encontremos aquelas divergências e mesmo convergências entre os protagonistas e líderes partidários, que nos fazem pender para um lado ou para outro e eventualmente escolher, este ou aquele. Aquilo, foi mais do igual para o mesmo. Comportaram-se mais como dois amigos, do que, como rivais. Davam-me a impressão de que os dois, passaram mais tempo a tentar evitar beliscar-se, do que a fazer um verdadeiro debate de ideias.
Naquele debate, que eu prefiro chamar de conversa ou compadrio, cheguei à conclusão que as divergências ou diferenças, praticamente não existem entre estes dois candidatos. Do debate, nada saiu de novo ou interessante simplesmente, porque não houve debate. Só faltaram os abraços para exprimir a cumplicidade e a alegria de se terem reencontrado para conversarem, sobre nada.
Este debate, desprovido de ideias novas e interessantes, que permitissem ou ajudassem o País a sair da crise em que nos encontramos, foi mais um encontro de amigos saídos da mesma escola e até da mesma sala de aulas, onde os docentes foram professores portugueses, do pensamento e dos ideais Soviéticos.
Foi mais um momento, em que os dois aproveitaram para meter a conversa em dia. Não disseram nada que se aproveitasse.
Não pararam de falar mas, não disseram nada que já não soubéssemos. No fim dessa conversa, sinto uma imensa dificuldade em fazer a minha escolha. Não sei se devo escolher o Péssimo ou o Pior.
De concreto, pouco ou nada saiu de interessante deste chamado de, “ debate político”.
Foi aquilo a que poderei chamar; um vazio de ideias. Espero que os próximos debates apresentem mais conteúdos, mas também, que o mediador seja mais interveniente e incisivo, nas suas intervenções. Que não os deixe fugir às questões.
Se, a minha opinião sobre estes dois candidatos já não era das melhores, depois deste debate, piorou. Não consigo compreender como é que um deles, possa ser Professor.
De intelectual não ouvi nada, de banalidades encheram o debate.
Medíocres e banais desde o início, até ao fim deste falso debate.
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